31/08/2012
15/08/2012
Pirandello - sobre a Arte e a Vida
Um pequeno texto de um autor que gosto bastante.
"Porque a vida, graças a todos os deslavados absurdos, pequenos e grandes, de que se acha tranquilamente repleta, tem o inestimável privilégio de poder eximir-se daquela estupidíssima verossimilhança , à qual a arte considera seu dever obedecer.
As absurdidades da vida não precisam parecer verossímeis, porque são verdadeiras; ao contrário daquelas da arte, que, para parecerem verdadeiras, são verossímeis. E, então, verossímeis, não são mais absurdidades.
Decorre daí, que tachar uma obra de arte de absurdidade e inverossimilhança, em nome da vida, é um disparate.
Em nome da arte, sim; em nome da vida, não."
Pirandello
14/08/2012
Édipo Rei - Sófocles
Passagem do texto bem impactante:
TIRÉSIAS - Eu parto, mas primeiramente direi a razão por que vim. Teu rosto não me assusta: não és tu quem pode me destruir. Eu te digo sem receio: o homem que procuras há algum tempo, com todas essas ameaças, essas proclamações sobre Laio assassinado, esse homem está aqui mesmo. Acreditam ser um estrangeiro estabelecido neste país: ele se revelará um tebano autêntico - e esse fato não lhe causará alegria. Ele via: desse dia em diante será cego; ele era rico: mendigará. E, tateando o caminho à sua frente com o bastão, irá para uma terra estrangeira. De um só golpe, ele se descobrirá ao mesmo tempo pai e irmão dos filhos que o cercavam, esposo e filho da mulher da qual nasceu, rival incestuoso e assassino do próprio pai! Retorna agora, medita sobre meus oráculos, e, se puderes provar que menti, admitirei que ignoro tudo da arte dos adivinhos".
TIRÉSIAS - Eu parto, mas primeiramente direi a razão por que vim. Teu rosto não me assusta: não és tu quem pode me destruir. Eu te digo sem receio: o homem que procuras há algum tempo, com todas essas ameaças, essas proclamações sobre Laio assassinado, esse homem está aqui mesmo. Acreditam ser um estrangeiro estabelecido neste país: ele se revelará um tebano autêntico - e esse fato não lhe causará alegria. Ele via: desse dia em diante será cego; ele era rico: mendigará. E, tateando o caminho à sua frente com o bastão, irá para uma terra estrangeira. De um só golpe, ele se descobrirá ao mesmo tempo pai e irmão dos filhos que o cercavam, esposo e filho da mulher da qual nasceu, rival incestuoso e assassino do próprio pai! Retorna agora, medita sobre meus oráculos, e, se puderes provar que menti, admitirei que ignoro tudo da arte dos adivinhos".
03/08/2012
Eu queria dormir
Eu queria dormir.
Mas essa barulheira lá fora não deixa.
Nem essa barulheira aqui dentro de mim.
Mas essa barulheira lá fora não deixa.
Nem essa barulheira aqui dentro de mim.
Manifesto da "Slow Science"
Tá aí algo interessante sobre um assunto que interessa a muitos.
MANIFESTO DA "SLOW SCIENCE"
Nós somos cientistas. Nós não blogamos. Nós não twittamos. Fazemos as coisas a nosso ritmo.Mas não nos levem a mal - dizemos sim para a ciência acelerada do início do século 21. Dizemos sim ao constante fluxo depublicações revisadas por peer-review e a seu impacto; dizemos sim para blogs de ciência e para a necessidade de mídia e de relações públicas; dizemos sim à crescente especialização e diversificação em todas as disciplinas. Nós também dizemos sim para que a investigação retroalimente na saúde pública e na prosperidade futura. Todos nós estamos neste jogo também.No entanto, sustentamos que isto não pode ser tudo. A ciência precisa de tempo para pensar. Ciência precisa de tempo para ler,e tempo para falhar. A ciência nem sempre sabe o que pode ser crucial agora. A ciência se desenvolve de modo inconstante,com movimentos bruscos e saltos imprevisíveis para a frente - ao mesmo tempo, no entanto, arrasta-se progredindo em uma escala de tempo muito lenta, para a qual deve haver espaço e para a qual a justiça deve ser feita.A ciência lenta foi praticamente a única ciência concebível por centenas de anos; hoje, argumentamos, ela merece ser revivida e necessita proteção. A sociedade deve dar aos cientistas o tempo necessário, mas mais importante, os cientistas devem fazer aseu ritmo.Precisamos de tempo para pensar. Precisamos de tempo para digerir. Precisamos de tempo para nos desentendermos, especialmente quanto a promoção do diálogo perdido entre humanidades e ciências naturais. Nós não podemos continuamente dizer o que nossa ciência significa, para que ela servirá, porque nós simplesmente ainda não sabemos. A ciência precisa de tempo.
http://slow-science.org/
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